quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Pelo menos 19 países continuam a recrutar crianças como soldados: muitos combatem, outros são maqueiros em batalha, ou transportam munições, espiam as linhas inimigas e servem de mensageiros e, sobretudo as raparigas, são forçados a servidão sexual. Todos testemunham atos de violência ou são obrigados a cometê-los.

Hoje é Dia Internacional contra a utilização de crianças-soldado. Ainda são centenas de milhares de crianças que, todos os dias, estão envolvidas em forças ou grupos armados. Mais: http://bit.ly/1fZ5WiZ


O Red Hand Day comemora-se todos os anos, a 12 de fevereiro, para assinalar a entrada em vigor, em 2002, do Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança, que proíbe a utilização de crianças com menos de 18 anos em conflitos armados.
É também um evento simbólico que tem como objetivo alertar para a situação das crianças-soldado pois, apesar deste instrumento legal existir há já mais de uma década, cerca de 300 mil crianças continuam todos os anos a ser recrutadas para conflitos armados em países um pouco por todo o mundo, a ser submetidas a todo o tipo de abusos e a ser obrigadas a suportar a pior experiência que um ser humano pode viver: a da guerra.
O Red Hand Day é uma forma de chamar a atenção para este atentado aos Direitos Humanos e de denunciar a indiferença e a hipocrisia de muitos líderes mundiais que tardam em respeitar esta Convenção da ONU.
Em Estremoz, o Núcleo Local da Amnistia Internacional assinalou a data com uma ação simbólica: a afixação de uma faixa e a construção de um “jardim” de mãos vermelhas na Praça Dr. José Sena.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

E se a obrigassem a casar com o homem que a violou?

Em março de 2012, Amina Filali suicidou-se após ter sido obrigada a casar-se com o homem que a violara. Tinha 16 anos. A morte dela foi o rastilho para uma onda de contestação contra a legislação que em Marrocos permitia que um violador não... fosse condenado se casasse com a vítima – ato pelo qual repunha a “honra” da vítima e da sua família. Na foto, a mãe de Amina segura a foto da filha uma semana após a sua morte.

Aquela lei foi mudada há poucos dias, a 22 de janeiro, mostrando que a ação coletiva é essencial para se conseguirem vitórias neste campo. Mas é preciso mais.

São necessárias ainda mais mudanças para dignificar a vida das mulheres e também das crianças marroquinas, pressionando o Parlamento de Marrocos a revogar e rever artigos discriminatórios que protegem os perpetradores de violações de direitos humanos em vez das vítimas.

É urgente fazer soar este apelo bem alto junto das autoridades marroquinas! Juntem-se a nós, assinem a petição em defesa das mulheres e crianças em Marrocos, aqui: http://bit.ly/PeticaoMarrocos

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O ativista da oposição ucraniana Dmitrii Bulatov esteve desaparecido durante oito dias: revelou ter sido espancado e brutalmente torturado por homens que lhe exigiam informações sobre os financiadores das manifestações que crescem de dia para dia em Kiev desde novembro passado.

“Fui crucificado, as minhas mãos pregadas. Cortaram-me uma orelha. Cortaram-me a cara. Não há um único local no meu corpo que não tenha um ferimento”, contou.

A Amnistia Internacional exige uma investigação imediata das autoridades ucranianas sobre o ataque sofrido por este líder da oposição. Mais: http://bit.ly/MFnxV1

A poucos dias de começaram os Jogos Olímpicos de Sotchi, na Rússia, a 7 de fevereiro, venham ver com a Amnistia Internacional como os hinos e a espetacularidade dos JO de Inverno não escondem, nem disfarçam, os abusos de direitos humanos naquele país. Descubram cinco diferenças entre o que é consagrado nas leis constitucionais e a realidade dos direitos humanos na Rússia (em inglês) – num trabalho da Amnistia Internacional da República Checa.
http://www.amnesty.cz/russia/


        "Com as mãos tudo se faz"! - Junte as suas às nossas mãos!
" (...) os direitos humanos são um tipo de exigências - não de meras aspirações- cuja satisfação deve ser obrigada legalmente e, portanto, protegida pelos organismos correspondentes. A razão para isso é a seguinte: a satisfação de tais exigências, o respeito por estes direitos, são condições de possibilidade para podermos falar de "seres humanos" com sentido." 
Adela Cortina in Ética sin Moral