terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Gao Zhisheng é um dos mais respeitados advogados de direitos humanos da China e por isso tem sido submetido a tortura, desaparecimento, prisão domiciliária ilegal e detenção.
Gao Zhisheng está atualmente detido na prisão de Shaya, no Noroeste da China, desde 2010 depois de, aparentemente, ter violado as condições da sua pena de prisão suspensa. A condenação remonta a dezembro de 2006, quando Gao Zhisheng foi condenado a uma pena de três anos de prisão, suspensa durante cinco anos, por “incitar à subversão”, ao ter feito greve de fome com o objetivo de chamar a atenção para a frequente perseguição de ativistas de direitos humanos pelas autoridades chinesas. Permitiram-lhe que regressasse a
casa, mas foi mantido sob prisão domiciliária ilegal.

A 4 de fevereiro de 2009, Gao Zhisheng desapareceu após a polícia o ter levado de casa. Em março de 2010 reapareceu e deu uma entrevista descrevendo tudo o que vivera, incluindo a tortura. Numa ocasião foi agredido de forma tão violenta que, disse, “durante 48 horas a minha vida esteve por um fio”. Apenas alguns dias depois de ter dado a entrevista, Gao Zhisheng desapareceu novamente. Em dezembro de 2011, vinte meses depois, os meios de comunicação estatais anunciavam que fora enviado para a prisão por violar as condições da pena suspensa.

Saiba mais sobre o caso de Gao Zhisheng aqui.

Apele para que Gao Zhisheng seja libertado e para que, enquanto for mantido sob prisão, não seja submetido a tortura ou tratamentos cruéis.

Assine a petição em http://www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_wrapper&view=wrapper&Itemid=40&sf_pid=a077000000NkTCIAA3

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013



Alan Turing foi um matemático brilhante que decifrou um código usado pelos nazis e terá assim encurtado a II Guerra Mundial. É considerado o percursor dos computadores Mas ao reconhecer uma relação homossexual foi condenado, afastado do trabalho e submetido a castração química. Morreu em 1954.  Na passada terça-feira, após uma intensa campanha e um pedido do ministro britânico da Justiça, a Rainha Isabel II concedeu-lhe perdão a título póstumo. 
O astrónomo real Martin John Rees, que defendeu a causa na câmara dos Lordes, congratulou-se com a acção mas defendeu que se deveria ir mais longe: “É uma boa notícia mas teria sido ainda melhor se tivesse sido parte de um perdão geral a todos os que têm antecedentes penais pela mesma razão."
Peter Thatchell, activista dos direitos de homossexuais, repeti esta ideia, citado pelo diário britânico The Guardian. “Deve-se desculpa e perdão a mais de 50 mil homens que também foram condenados pela mesma lei por terem tido relações homossexuais consentidas no século XX”, disse.

(in Público, 24/12713)


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013


Nadezhda Tolokonnikova foi também já libertada esta manhã, horas após Maria Alekhina ter deixado a prisão. As duas Pussy Riot tinham sido detidas em fevereiro de 2012 e condenadas em agosto desse ano a dois anos de prisão pelo crime de “hooliganismo por motivos de ódio religioso”, após terem cantado uma “oração punk” na Catedral de Cristo Salvador, em Moscovo, na qual pediam à Virgem Maria que “li...vrasse a Rússia” de Vladimir Putin.

Ambas foram agora libertadas ao abrigo de uma nova legislação de amnistia, aprovada na semana passada. O antigo magnata russo Mikhail Khodorkovsky foi libertado também há dias, tendo recebido um perdão presidencial que, a par da amnistia dada às Pussy Riot, é visto pela Amnistia Internacional como uma boa notícia, mas não um substituto de um sistema judicial justo.
in: Amnistia Internacional Portugal
Maratona de Cartas em Estremoz: enviadas 335 cartas! Obrigado pela vossa assinatura! Ela poderá mudar vidas!

Ao abrigo da nova legislação de amnistia russa, um das duas ativistas da banda punk Pussy Riot foi libertada. Maria Alekhina deixou a prisão às primeiras horas da manhã de hoje, e agora só Nadezhda Tolokonnikova permanece presa, esperando-se que também seja libertada ainda hoje, como foi insistentemente instado por todos quantos assinaram as petições da Amnistia Internacional a favor da libertação destas duas ativistas.

À saída da prisão, Maria frisou que este perdão legislativo é “uma manobra de relações públicas” do regime de Vladimir Putin – lembrando assim que, apesar das boas notícias da libertação recente de prisioneiros de consciência na Rússia, o país continua a ter um registo negro de um sistema de justiça que não é verdadeiro, nem justo, nem independente.

in: Amnistia Internacional Portugal
Foto: Atingimos os 100 gostos! Obrigado a todos/as! Contamos com a vossa a simpatia e a vossa ajuda para defender os Direitos Humanos!

O Núcleo de Estremoz da Amnistia Internacional deseja
                                   BOAS FESTAS!
Agradecemos a todos/as que em 2013 se juntaram a nós pela defesa dos Direitos Humanos e desejamos que 2014 seja portador de muita energia e vontade para continuar nesta caminhada!