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segunda-feira, 11 de junho de 2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Declaração da Amnistia Internacional na sessão especial sobre a Síria do Conselho de Direitos Humanos da ONU: junho 2012
Síria. O Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas deve levar a cabo um plano de ação, através das Nações Unidas, para por fim à violência e assegurar a responsabilização.
Desde Abril de 2011, a Amnistia Internacional recebeu o nome de mais de 9,880 pessoas que morreram na Síria, incluindo mais de 700 crianças. As mortes na Síria têm aumentado vertiginosamente e é necessário, desesperadamente, uma resposta rápida. O ataque brutal de sexta-feira, dia 25 de maio em Houla vitimou muitos civis – homens, mulheres e crianças.
A Amnistia Internacional contatou muitas fontes, incluindo uma testemunha ocular, na sequência do ataque da sexta-feira, 25 de maio. Estas testemunhas descreveram uma barreira com escudos, morteiros, rockets e raides efetuados na área residencial de Teldo que resultaram em, pelo menos, 108 mortes, das quais 50 são crianças. De acordo com a testemunha ocular, desde cerca das 20 horas de sexta-feira até cerca da meia-noite, o exército Sírio disparou bombas de artilharia e rockets nalgumas zonas de Houla, que caiam, por vezes, ao ritmo de uma por minuto.
62 dos mortos pertenciam à família Abd al-Razaq, de Teldo. Foram todos mortos a tiro, com exceção de algumas crianças cujos crânios foram esmagados, presumivelmente com as coronhas das espingardas. Os ativistas no local, dizem que a presença das forças de segurança foi aumentando nos últimos dias, com a colocação de quatro postos de controlo ao longo da estrada principal.
Estes atos horrendos poderão repetir-se em qualquer outra região da Síria se não forem tomadas medidas de imediato. O nosso investigador na Síria documentou, na última semana, a utilização excessiva de violência contra as manifestações pacíficas em Aleppo, e testemunhou as mortes e ferimentos, incluindo de crianças, que daí resultaram. A agitação verificada na Síria começou no ano passado com manifestações pacíficas idênticas a estas últimas, e a resposta pesada das forças de segurança trouxe-nos até ao ponto de rutura em que nos encontramos.
Há mais de um ano que a Amnistia Internacional tem vindo a apelar ao Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas para que tome uma posição forte sobre os crimes contra a humanidade e o abuso dos direitos humanos verificados na Síria. Ao mesmo tempo, se algumas vozes poderosas da comunidade internacional, incluindo de membros do Conselho de Segurança e do Conselho dos Direitos Humanos, continuarem a negar a realidade, os abusos continuarão.
Os ataques da passada sexta-feira, 25 de maio, em Houla exigem uma resposta consequente e rápida por parte das Nações Unidas - incluindo o seu sistema de Direitos Humanos. A condenação dos ataques de sexta-feira não é suficiente. O Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas deve apelar a um plano de ação, através das Nações Unidas, para cessar a crescente violência e a repressão e assegurar a responsabilização pelos abusos e violações cometidas, que incluem crimes contra a humanidade e crimes de guerra.
A Amnistia Internacional urge o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas a:
Desde Abril de 2011, a Amnistia Internacional recebeu o nome de mais de 9,880 pessoas que morreram na Síria, incluindo mais de 700 crianças. As mortes na Síria têm aumentado vertiginosamente e é necessário, desesperadamente, uma resposta rápida. O ataque brutal de sexta-feira, dia 25 de maio em Houla vitimou muitos civis – homens, mulheres e crianças.
A Amnistia Internacional contatou muitas fontes, incluindo uma testemunha ocular, na sequência do ataque da sexta-feira, 25 de maio. Estas testemunhas descreveram uma barreira com escudos, morteiros, rockets e raides efetuados na área residencial de Teldo que resultaram em, pelo menos, 108 mortes, das quais 50 são crianças. De acordo com a testemunha ocular, desde cerca das 20 horas de sexta-feira até cerca da meia-noite, o exército Sírio disparou bombas de artilharia e rockets nalgumas zonas de Houla, que caiam, por vezes, ao ritmo de uma por minuto.
62 dos mortos pertenciam à família Abd al-Razaq, de Teldo. Foram todos mortos a tiro, com exceção de algumas crianças cujos crânios foram esmagados, presumivelmente com as coronhas das espingardas. Os ativistas no local, dizem que a presença das forças de segurança foi aumentando nos últimos dias, com a colocação de quatro postos de controlo ao longo da estrada principal.
Estes atos horrendos poderão repetir-se em qualquer outra região da Síria se não forem tomadas medidas de imediato. O nosso investigador na Síria documentou, na última semana, a utilização excessiva de violência contra as manifestações pacíficas em Aleppo, e testemunhou as mortes e ferimentos, incluindo de crianças, que daí resultaram. A agitação verificada na Síria começou no ano passado com manifestações pacíficas idênticas a estas últimas, e a resposta pesada das forças de segurança trouxe-nos até ao ponto de rutura em que nos encontramos.
Há mais de um ano que a Amnistia Internacional tem vindo a apelar ao Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas para que tome uma posição forte sobre os crimes contra a humanidade e o abuso dos direitos humanos verificados na Síria. Ao mesmo tempo, se algumas vozes poderosas da comunidade internacional, incluindo de membros do Conselho de Segurança e do Conselho dos Direitos Humanos, continuarem a negar a realidade, os abusos continuarão.
Os ataques da passada sexta-feira, 25 de maio, em Houla exigem uma resposta consequente e rápida por parte das Nações Unidas - incluindo o seu sistema de Direitos Humanos. A condenação dos ataques de sexta-feira não é suficiente. O Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas deve apelar a um plano de ação, através das Nações Unidas, para cessar a crescente violência e a repressão e assegurar a responsabilização pelos abusos e violações cometidas, que incluem crimes contra a humanidade e crimes de guerra.
A Amnistia Internacional urge o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas a:
- Recomendar que o Conselho de Segurança das Nações Unidas refira a situação da Síria ao Procurador do Tribunal Penal Internacional.
- Assegurar que qualquer resolução adotada nesta sessão mencione explicitamente os crimes contra a humanidade que estão a ser cometidos na Síria
- Assegurar que qualquer resolução aprovada nesta sessão seja baseada nas provisões da missão de supervisão das Nações Unidas do plano de Annan e seja formada no contexto deste mesmo plano.
- Apelar à Comissão Independente Internacional do Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas para investigar imediatamente os ataques de Houla e requerer que as autoridades da Síria cooperem inteiramente nesta investigação, dando à Comissão de Inquérito acesso total e sem entraves à Síria.
- Recomendar que o Conselho de Segurança das Nações Unidas assegure que o mandato da missão de observação das Nações Unidas tenha acesso adequado a recursos e uma forte componente de direitos humanos, assim como capacidade de monitorizar, investigar e divulgar os relatórios sobre todos os abusos de direitos humanos.
- Recomendar ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que assegure que os observadores de direitos humanos tenham a capacidade de proteger as vítimas e as testemunhas; e que providencie aos observadores toda a logística necessária e outros apoios, incluindo proteção, para que possam viajar e ter acesso a todas as áreas da Síria e possam visitar todos os locais de detenção.
Situação na Síria: as crianças sírias não podem continuar a sofrer!
Desde que as manifestações começaram, há um ano atrás, que o governo tem respondido sempre com força desproporcional, contando-se quase 10 mil mortos. Um dos últimos ataques foi levado a cabo em Houla, com o resultado final de mais de 100 mortos, muitos deles crianças.
Vamos pressionar a Rússia – um país-chave que está a bloquear a ação internacional – para se opor à brutalidade e impedir que se percam mais vidas na Síria. Assine a nossa petição que se encontra no site da Amnistia Internacional, Portugal e ajude-nos a pedir o fim dos massacres na Síria.
Muito obrigada, todos juntos fazemos a diferença!
Desde que as manifestações começaram, há um ano atrás, que o governo tem respondido sempre com força desproporcional, contando-se quase 10 mil mortos. Um dos últimos ataques foi levado a cabo em Houla, com o resultado final de mais de 100 mortos, muitos deles crianças.
Vamos pressionar a Rússia – um país-chave que está a bloquear a ação internacional – para se opor à brutalidade e impedir que se percam mais vidas na Síria. Assine a nossa petição que se encontra no site da Amnistia Internacional, Portugal e ajude-nos a pedir o fim dos massacres na Síria.
Muito obrigada, todos juntos fazemos a diferença!
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Relatório Anual 2012: Amnistia Internacional diz que não há lugar para a tirania e a injustiça
Dia 24 de Maio foi um dia muito importante para a AI. Foi o dia do lançamento do nosso relatório anual, com a visão sobre a situação de Direitos Humanos em cada país do mundo. Vejam a realidade de países que mais vos dizem e divulguem também pelos vossos contactos. Contamos convosco!
Dia 24 de Maio foi um dia muito importante para a AI. Foi o dia do lançamento do nosso relatório anual, com a visão sobre a situação de Direitos Humanos em cada país do mundo. Vejam a realidade de países que mais vos dizem e divulguem também pelos vossos contactos. Contamos convosco!
quinta-feira, 24 de maio de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Apelo Global por um mundo mais seguro: Assine e divulgue pelos seus contactos! Contamos consigo!
Milhões de pessoas são mortas, feridas, violadas, reprimidas e forçadas a fugir das suas casas todos os anos. A saúde, a educação e outros serviços são negados e os meios de subsistência destruídos.
Assine este apelo e exija que na reunião das Nações Unidas, em julho de 2012, os governos assinem um Tratado de Comércio de Armas que respeite na íntegra os Direitos Humanos. Peça aos líderes mundiais um Tratado de Comércio de Armas à prova de bala!
Milhões de pessoas são mortas, feridas, violadas, reprimidas e forçadas a fugir das suas casas todos os anos. A saúde, a educação e outros serviços são negados e os meios de subsistência destruídos.
Assine este apelo e exija que na reunião das Nações Unidas, em julho de 2012, os governos assinem um Tratado de Comércio de Armas que respeite na íntegra os Direitos Humanos. Peça aos líderes mundiais um Tratado de Comércio de Armas à prova de bala!
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