Amnistia Internacional, Madrid

Muçulmanos sofrem discriminação por expressarem a sua fé“Em vez de combaterem estes preconceitos, os partidos políticos e autoridades públicas são muitas vezes coniventes com eles por uma questão de votos”. O relatório “Choice and prejudice: discrimination against Muslims in Europe” demonstra o impacto da discriminação contra os Muçulmanos com base na religião ou crença em vários aspetos das suas vidas, incluindo no emprego e educação. O documento centra-se na Bélgica, França, Holanda, Espanha e Suíça, onde a Amnistia Internacional tem levantado alguns problemas, tais como as restrições na criação de locais de culto e as proibições do uso de véus que cobrem todo o rosto. O relatório documenta vários casos individuais de discriminação nos países abrangidos. “O uso de símbolos religiosos e culturais e a forma de vestir fazem parte do direito à liberdade de expressão. Fazem parte do direito à liberdade de religião ou crença – e estes direitos devem ser gozados por todos os credos de igual forma”, acrescenta Marco Perolini.Os governos europeus devem fazer mais para desafiar os estereótipos negativos e o preconceito existente contra os muçulmanos que estão a alimentar a discriminação, especialmente no campo laboral e na educação, revela um novo relatório da Amnistia Internacional. | |
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Amnistia Internacional preocupada com a repressão na sequência do golpe militar na Guiné-Bissau | |
| Algumas fontes na capital, Bissau, afirmaram à Amnistia Internacional que os postos de controlo militares e bloqueios de estrada surgiram em redor da cidade, particularmente ao longo da estrada para o aeroporto, e os veículos estão a ser parados e revistados. As manifestações espontâneas e pacíficas levadas a cabo por mulheres e jovens têm sido reprimidas violentamente pelos militares nos últimos dias. Durante o fim-de-semana alguns manifestantes foram espancados com armas pelos soldados. Um manifestante foi esfaqueado na perna e está agora no hospital estável mas numa grave condição. Todas as estações privadas de rádio foram silenciadas imediatamente após o golpe de estado militar na quinta-feira. Aquelas que tentaram retomar as suas emissões foram novamente retiradas do ar quando criticaram os militares. Entretanto, a emissora nacional está de volta mas encontra-se sob o controlo das forças armadas. “A Amnistia Internacional apela às autoridades militares que respeitem e protejam os direitos humanos, incluindo os direitos à liberdade de movimento, reunião pacífica e expressão,” disse Marisé Castro. |
Organizado pelo Grupo Estudantes da Amnistia Internacional da ESSS